Post salvo em ‘Desabafo’

E o TEF…

frustrada

Sabe quando as coisas não acontecem do jeito que você esperava? Isso foi meu TEF. Os resultados chegaram e eu fiquei extremamente frustrada, me senti como se tivesse jogado dinheiro no lixo.

Eu farei um post depois explicando sobre o TEF, mas eu estou decepcionada comigo mesma. Na prova oral eu fiquei extremamente nervosa, e tirei uma nota absurdamente vergonhosa.

A minha melhor nota foi C1 na Compreension Écrit, o que eu já esperava ser minha melhor nota, já que eu leio em francês muito mais do que falo ou escrevo. Mesmo assim, não esperava ter tirado as notas que tirei, ainda mais porque fiz cursos preparatórios e simulados…

Bem, não adianta chorar em cima do leite derramado, não? Já tinha lido relatos que o TEF é mais complexo que o TCF-Q, mas como a gente não sabia se seguiria por Quebec ou pelo Express Entry, resolvi arriscar no TEF, para tentar garantir pontos para o EE. Inclusive estamos aqui quebrando a cabeça para tentar encaixar as 5 notas nos 4 nichos de pontos do Québec.

Estou no limite para decidir se quero tentar o TCF-Q neste 19/12 ou se espero para fazer em janeiro. Estou em dúvida para saber se deixo as festas passarem ou se vou agora… Fato é que vou apenas fazer a compreensão oral e a expressão oral do TCF, que são as notas que preciso garantir os pontos…

Desculpe até o post meio pra baixo, mas em breve nós vamos vir com tópicos mais animados!

Abraços.

A Saints.


Reflexão e Desabafo

eu-estou-sobrevivendo

Essa imagem mesmo representa muito do que nós sentimos: “estou apenas sobrevivendo”. Todos os dias têm sido assim, uma sensação constante de que somos vencedores por não termos tido muitas mudanças no nosso estilo de vida com tudo isso que acontece nesse país.

Mas somos apenas sobreviventes.

Ontem tivemos protestos por todo o país. Milhões saíram às ruas, alguns falaram besteira, outros exageraram, e por mais que achemos que a ideia é boa, apenas nos perguntamos: para onde isso vai?

O protesto é bom, mas se a Dilma sai, quem assume? Temer? Cunha? Quem efetivamente poderia assumir e representar uma mudança? O que a saída da atual presidente do governo traria de benefício para a população? As respostas destas perguntas são pavorosa.

Vivemos há anos em robalheira, caixa 2, lavagem de dinheiro, favorecimentos… E agora a conta veio. E quem está pagando? O mesmo povo que sempre pagou. E por mais que a gente culpe x, y ou z, a gente tem nossa parcela de culpa. Desde o descobrimento do Brasil somos roubados (Portugal levou carregamentos e carregamentos de ouro e afins), e nunca fizemos nada. Sempre fomos passivos, com o nosso jeitinho brasileiro do “enquanto não me prejudica, tá tudo bem”.

Não, não tá tudo bem. Hoje O Saints pegou um taxi para ir ao trabalho, como ele faz todos os dias, e o taxista o conhece porque vira e mexe o leva. Hoje eles começaram a conversar casualmente, e o senhor, na casa dos 50 anos, começou a chorar dentro do carro. Disse que estava difícil a situação, que estava fraco o movimento, que ele vai ter que tirar a filha do colégio, e ele não sabe como fazer porque está começando a faltar comida em casa. Um senhor, trabalhador honesto, pai de família, perdeu a compostura hoje. O Saints ficou mal, e eu fiquei mal assim que ele me contou. Essas coisas me afetam mesmo, e eu imagino a dor desse pai não conseguindo criar a filha como ele gostaria. Mais uma pessoa tentando sobreviver.

E então eu penso no país. Pensamos em filhos, mas como? Pagamos impostos, todos direitinhos, e o que temos em retorno? Não temos segurança, saúde, educação, nada. Nada com o dinheiro que pagamos ao governo, e que deveria nos voltar de alguma forma, mas a realidade é que se você não dispor de recursos próprios, você mal consegue sobreviver – as escolas não ensinam, os hospitais não nos atendem e o medo é claro na nossa sociedade, onde agora devemos AGRADECER quando sofremos qualquer tipo de crime e não morremos.

O problema é que está cada dia mais difícil sobreviver.

Então enquanto a gente consegue ainda respirar um pouco mais, o jeito é correr atrás da saída. Porque ficar aqui no país não é mais uma possibilidade. Enquanto não tiver uma série de reformas – e isso inclui o pensamento das pessoas! -, não tem solução aqui. Não que odeie o país, não me entendam errado. Mas eu quero ter um filho, e que ele tenha um futuro, algo que não vai acontecer aqui tão cedo.

Alguém mais nessa situação? Ou eu sou louca em achar isso tudo sozinha?

Abraços

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